Abaetetuba

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O distrito de Beja foi o berço da colonização de Abaetetuba. Por volta de 1635, padres capuchinhos vindos do Convento do Una, em Belém, após percorrerem os rios da região, juntaram-se a uma aldeia de tribos indígenas nômades. O aglomerado foi chamado de “Samaúma” e, depois, batizado de “Beja” pelo governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado.

O nome primitivo do município era “Abaeté” que, na língua tupi, significa “homem verdadeiro“, através da junção dos termos abá (homem) e eté (verdadeiro).
Por meio do Decreto-lei 4 505, de 30 de dezembro de 1943, foi-lhe acrescentado o sufixo “tuba“, oriundo do termo tupi tyba (ajuntamento), para diferenciá-lo do município homônimo, no estado de Minas Gerais.

Portanto, “Abaetetuba” significa, na língua tupi, “ajuntamento de homens verdadeiros“.

A cidade é uma surpresa agradável para aqueles que visitam pela primeira vez. Simples em seu traçado urbano, é uma típica cidade da amazônia. Cresceu às margens do Rio Maratauíra (ou Meruú), que é um afluente do rio Tocantins. Seu povo é alegre, hospitaleiro e, acima de tudo, apaixonada por sua terra. Abaetetuba é uma cidade que guarda tantas peculiaridades que a soma destes acaba gerando uma paixão pela terra natal, com tons de bairrismo. Seus poemas sobre “a terra maratuia” são verdadeiras declarações de amor.

A cidade possui um patrimônio histórico, paisagísticos e culturais digno de ser visitado e admirado. Exemplos disso são as belas igrejas, algumas muito antigas como a Igreja de São Miguel Arcanjo, na centenária Vila de Beja – e a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, sede da Diocese de Abaetetuba, e outros mais modernos – como a de Nossa Sra. de Nazaré e o Santuário de Nossa Senhorado Perpétuo Socorro – uma das maiores do estado.

No passado, o município ficou conhecido como “A Terra da Cachaça”, devido a próspera indústria de aguardente de cana localizado, na época, nos arredores da cidade. Os engenhos, no início do Século XX, eram contados às dezenas; porém, hoje só existe as ruínas e apenas uma pequena unidade fabril, o Engenho Pacheco, que produz perto de 1.000 litros por mês de uma excelente cachaça usufruída por um pequeno número de privilegiados dentro do próprio município. Esse símbolo local foi imortalizado nos versos de Ruy Barata ao cantar “só lembrar da mardita me lembrei de Abaeté“.

Praias
Para aqueles que amam o verão e o sol, a cidade de Abaetetuba apresenta algumas oportunidades de férias encantadoras. A famosa Praia de Beja, localizada às margens do Rio Pará, praia de água doce, que encanta os visitantes com a beleza, em julho é uma das mais visitadas do verão paraense, atraindo mais de 80 mil pessoas por fim de semana.
Existem outras praias como a de Guajará de Beja – e da Ilha de Capim, que são um convite ao ecoturismo, com trilhas pela mata e paisagem exuberante.

Há também muitos balneários como Zico, Paraíso, Conceição, Colônia Velha, Camotim, Abaetezinho, com riachos de águas frias cercado por uma bela vegetação.

Carnaval
Abaetetuba consolida-se como detentora de um dos maiores e mais animados carnavais do estado. Mais de 50 mil brincantes invadem a avenida da folia, no mês de fevereiro, número que cresce exponencialmente a cada ano. São blocos, trios elétricos, escolas de samba, shows de bandas, e ainda tem os tradicionais blocos como o Canto nu Xadrez (Bloco dos Sujos), e o Bloco das Virgens; tudo o que faz a alegria daqueles que buscam a diversão. Mas são as micaretas o grande destaque do carnaval abaetetubense, atraindo foliões de várias partes do Pará e de outros estados, como Maranhão e Tocantins.

Quadra Junina
No mês de junho, a grande atração fica por conta do Concurso de Quadrilhas Tradicionais e Modernas, o maior e mais belo evento dessa categoria no estado.
Um exemplo de organização e riqueza no figurino e nas apresentações, as quadrilhas superam os limites da mera dança junina e o expandem para encenações de diversos temas nacionais e internacionais. Uma das melhores quadrilhas é o Coração Xaveriano, com cinco títulos, e muitos espetáculos.

Miritifest
Abaetetuba é conhecida como a Capital Mundial do Brinquedo de Miriti. Em 2004, o Governo Municipal apoiou a criação do Festival de Miriti (MIRITIFEST), em 2014. O evento destaca o Artesanato de Miriti e apresenta obras de grande nível artístico criado e apresentado por muitos artesãos locais, além da exposição de produtos e serviços de empresas locais e de outros municípios.

A cada ano aumenta a participação da população e de visitantes vindos de todo o Estado, e do Brasil, atraídos pelo extenso programa cultural, incluindo apresentações artísticas e mostra de bandas regionais. O MIRITIFEST tornou-se o maior evento cultural do Baixo Tocantins. O brinquedo de Miriti tornou-se um dos maiores símbolos do Círio de Nazaré, em Belém do Pará.

Tiração de Reis
A Tiração de Reis (nome que a Folia de Reis recebia em Abaetetuba desde os tempos das antigas Folias de Santos, ou Tiração de Esmolas em Abaeté), veio da tradição folclórica da Folia de Reis e que – em alguns lugares do Brasil – ficou sendo conhecida como Tiração de Reis, especialmente no sertão nordestino, que chegou em Abaeté, na época da migração nordestina do Ciclo da Borracha.

Em Abaeté, as festas da Tiração de Reis eram tradicionais e eram realizadas tanto na cidade como pelo interior do município. Envolviam, muita musicalidade da tradição religiosa do fato, e incorporando outras músicas populares alegres, como o carimbó, frevos, sambas, forrós e outras.

A Fundação Cultural Abaetetubense (FCA), a partir do ano de 2005, recuperou a tradição da Tiração de Reis, que hoje possui vários grupos de folias.

Economia
Cidade-pólo de uma região que abrange os municípios de Moju, Igarapé-Miri e Barcarena (somando uma população de mais de 350 000 habitantes), Abaetetuba é a setima mais populosa cidade do estado. Proporciona fácil acesso aos portos de Belém e de Vila do Conde e ao sul do Pará, além de ser próxima ao Pólo Industrial na Vila dos Cabanos, que se localiza a 30 km. Diversas empresas estão se instalando no município aproveitando a grande rede de serviços da cidade, e proximidade da capital, fato refletido no produto interno bruto municipal, que triplicou em quatro anos.

A atividade econômica predominante no município é o setor terciário (comércio e serviços), que conta com uma ampla rede de estabelecimentos das mais diversas atividades.

Indústria
A atividade industrial tem pequena participação na economia abaetetubense, compõe-se sobretudo dos ramos alimentício e de beneficiamento de produtos agroflorestais. De um modo geral, as indústrias da cidade são de médio e pequeno portes, e distribuem-se principalmente nos ramos de bebidas, moveleiro, madeireiro e oleiro-cerâmico. A cidade conta também com metalúrgicas e estaleiros.

Agricultura
No setor agroflorestal, o município destaca-se como o 2º maior produtor de açaí do Pará, como o 3º maior produtor de bacuri e cupuaçu; e como o maior produtor de manga do estado. Outras culturas também marcam fortemente a agricultura abaetetubense, como mandioca, coco, miriti e bacaba.

Pecuária
Na pecuária, o município conta com bovinos, suínos e caprinos, além de possuir um abatedouro público.

Piscicultura
Na piscicultura, o município caracteriza-se como o 5º maior Pólo Pesqueiro do estado, apresentando grande produção de camarão e peixe.

 

O município possui diversos restaurantes, hotéis, clubes campestres, turismo de aventura (como a prática do ecoturismo), igarapés, rios, fazendas, sítios. Entretenimentos ideais para grupos, famílias, empresas.

 

Veja alguns links abaixo!

Prefeitura Municipal de Abaetetuba: clique aqui.

Pontos Turísticos: clique aqui.