China mostra otimismo com negociações comerciais com EUA

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As negociações começarão com discussões entre grupos de trabalho entre segunda e quarta-feira, antes de discussões de mais alto nível no final da semana; índices acionários tiveram valorização. Economia da China cresceu 6,6% em 2018
Stringer/Arquivo Reuters
A China adotou um tom positivo nesta segunda-feira (11), quando as negociações comerciais com os Estados Unidos foram retomadas, mas também expressou irritação com uma missão da Marinha norte-americana no Mar do Sul da China, jogando dúvidas sobre as perspectivas de melhora nos laços entre Pequim e Washington.
Os EUA devem continuar pressionando a China sobre as exigências de que mude a forma como trata a propriedade intelectual das empresas norte-americanas para fecharem um acordo comercial que possa impedir o aumento das tarifas sobre as importações chinesas.
As negociações começarão com discussões entre grupos de trabalho entre segunda e quarta-feira, antes de discussões de mais alto nível no final da semana. Discussões foram finalizadas em Washington no mês passado sem um acordo e com o principal negociador dos EUA declarando que muito mais trabalho precisa ser feito.
“Nós, claro, esperamos, e as pessoas do mundo querem ver, um bom resultado”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, a repórteres em Pequim.
Os dois lados buscam fechar um acordo comercial antes do prazo de 1 de março em que as tarifas dos EUA sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas subirão para 25%, de 10%.
No mesmo dia que as negociações começaram, dois navios de guerra dos EUA navegaram perto das ilhas reivindicadas pela China no Mar do Sul da China, disse uma autoridade dos EUA à Reuters.
Hua disse que os navios entraram nas águas sem a permissão da China, e que Pequim expressou firme oposição e insatisfação com isso.
A Marinha da China seguiu os navios e os alertou a irem embora, disse Hua, acusando Washington de provocação e de prejudicar a soberania da China.
Índices acionários sobem
Os principais índices acionários chineses avançaram com força nesta segunda-feira, com o avanço das negociações comerciais e após varejistas divulgarem números fortes de vendas no feriado.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 1,82%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 1,36%, fechando no maior nível desde 5 de dezembro de 2018. O índice de Xangaii subiu 6,4% até agora neste ano.
O súbíndice dos setor financeiro avançou 0,8%, enquanto o de saúde teve alta de 2,4%.
O mercado chinês permaneceu fechado na semana passada devido ao feriado do Ano Novo Lunar, durante o qual o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não planeja se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, antes do prazo de 1 de março determinado pelos dois países para alcançarem um acordo comercial.
Entretanto, investidores permaneceram otimistas antes da próxima rodada de negociações que começaram nesta segunda-feira em Pequim, que vai se focar em questões como direitos de propriedade intelectual.
Nesta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores da China disse que o país espera ver bons resultados das negociações comerciais com os EUA.
As empresas de varejo e alimentação da China ganharam mais de US$ 147,5 bilhões durante o feriado de Ano Novo Lunar, informou no domingo o Ministério do Comércio.
Em TÓQUIO, o índice Nikkei permaneceu fechado. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,71%, a 28.143 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 1,36%, a 2.653 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 1,82%, a 3.306 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,17%, a 2.180 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,72%, a 1.004 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,02%, a 3.201 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,18%, a 6.060 pontos.