Polícia Civil abre inquérito para apurar supostos casos de racismo e intolerância no BBB

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Falas de dois participantes provocaram polêmica nas redes sociais. Em nota, TV Globo diz que repudia intolerância e preconceito e que falas de participantes ‘não refletem o posicionamento da empresa’. A Polícia Civil do Rio instaurou um inquérito para apurar supostos casos de racismo e intolerância religiosa no Big Brother Brasil. As investigações da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) estão sob sigilo, de acordo com a nota enviada ao G1, e não foram informados quais participantes são investigados.
Nos últimos episódios, declarações do vendedor Maycon Santos e da bacharel em direito Paula von Sperling Viana provocaram reações dos internautas, que apontaram comportamento racista e de intolerância religiosa por parte deles.
Durante uma festa, Maycon disse que sentiu um arrepio ao ouvir “músicas esquisitas” enquanto via Gabriela e Rodrigo, ambos negros, dançando juntos. Outra participante, Paula, disse ter medo de Rodrigo por ele falar “o tempo todo desse negócio de Oxum”, citando o orixá de religiões de origem africana.
Paula também foi acusada nas redes sociais de preconceito, ao contar a história de uma amiga esfaqueada. “E aí eu pensei que ia chegar um faveladão lá, mas, quando eu vi, o cara era branquinho, morou não sei quanto tempo na Austrália ou no Canadá, não sei”, disse.
Nota da TV Globo
Em nota a TV Globo disse que repudia todo e qualquer tipo de intolerância e preconceito e que qualquer manifestação pessoal dos participantes, “equivocada ou não”, não reflete o posicionamento da empresa. Leia a íntegra abaixo.
“Não fomos notificados, mas é importante pontuar que a Globo respeita a diversidade, a liberdade de expressão e repudia com veemência qualquer tipo de intolerância e preconceito, em todas as suas formas. Desde 2016 a emissora mantém no ar a campanha ‘Tudo começa pelo Respeito’, em parceria com UNESCO, UNICEF, UNAIDS e ONU MULHERES, que atua na mobilização da sociedade para o fortalecimento de uma cultura que não apenas tolere, mas respeite e discuta amplamente os direitos de públicos vulneráveis à discriminação e ao preconceito. Desta forma, é importante reiterar que qualquer manifestação pessoal, equivocada ou não, feita pelos participantes do programa, não reflete o posicionamento da emissora. “