Violonista Paulinho Nogueira tem reeditado, em CD, o raro álbum que lançou em 1960

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Nascido há 90 anos, em Campinas (SP), o violonista e compositor paulista Paulo Artur Mendes Pupo Nogueira (8 de outubro de 1929 – 2 de agosto de 2003) lançou o primeiro álbum juntamente com a Bossa Nova.
O LP A voz do violão saiu em 1958 em edição da Columbia. Mas foi na pequena gravadora brasileira RGE que o artista – conhecido no meio musical como Paulinho Nogueira – gravou a parte mais expressiva de discografia que gerou 26 álbuns até 2002, totalizando 44 anos de carreira fonográfica.
Primeiro álbum gravado por Nogueira na RGE, Brasil, violão e sambalanço! está sendo relançado pela primeira vez em CD, dentro do décimo pacote da série de reedições de álbuns raros no formato de CD que vem sendo promovida pelo selo carioca Discobertas desde setembro de 2017.
Capa do álbum ‘Brasil, violão e sambalanço!’, lançado por Paulinho Nogueira em 1960
Divulgação
Lançado originalmente em 1960, o álbum Brasil, violão e sambalanço! chega ao CD com tiragem limitada de 300 cópias. Neste disco, o exímio violonista – que já estava em cena desde 1952, tocando na noite e nos programas das emissoras de rádio – já se insinua como compositor com as músicas autorais Samba no céu (Paulinho Nogueira, 1960) e Violão no samba (Paulinho Nogueira, 1960).
Contudo, o repertório vem quase inteiramente de lavras alheias. Mestre de Toquinho, Paulinho Nogueira toca músicas então recentes como Brigas nunca mais (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1959) e Saudade querida (Tito Madi, 1960) entre joias da música brasileira pré-Bossa Nova como o samba Fita amarela (Noel Rosa, 1933) e Promessa (Custódio Mesquita e Evaldo Ruy, 1943).

Editoria de Arte / G1