Governo fecha texto-base da reforma da Previdência para apresentar a Bolsonaro, diz secretário

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O secretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou nesta terça-feira (12) que o texto-base da proposta de reforma da Previdência já está pronto. De acordo com Marinho, a proposta vai ser apresentada ao presidente Jair Bolsonaro, que deverá dar a palavra final sobre pontos ainda pendentes.
“Concluímos o texto-base, após várias consultas. Ele passou por avaliação da Casa Civil, Ministério da Desenvolvimento Social, Agricultura, das várias secretarias que fazem parte do Ministério da Economia. Recebemos contribuição de economistas de todo o país, e observamos o texto que já existe na Câmara Federal [aprovado na comissão especial]”, declarou Marinho, após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes.
O secretário especial de Previdência não quis informar quais pontos ainda podem ser definidos pelo presidente Jair Bolsonaro. Questionado se a idade mínima, que também seja igual para homens e mulheres, e o tempo de transição ainda seriam definidos pelo presidente da República, ele apenas afirmou que não teria como dar essas informações.
“Nos vamos apresentar um projeto ao presidente. É evidente que existem pontos que serão levados à presença do presidente para que ele possa tomar sua posição, para que ele possa definir de que forma isso chegará à Câmara Federal”, declarou.
Segundo Marinho, a tentativa é de apresentar um projeto que represente a média do sentimento de todos aqueles que contribuíram para esse processo, mas ao mesmo tempo, sob a determinação do presidente Bolsonaro, que também tenha “justiça, equidade e também um impacto fiscal [economia de recursos] que permita que o Brasil volte a crescer e a gerar empregos”.
O secretário afirmou ainda que o texto será “bem diferente” da versão vazada recentemente para alguns veículos de imprensa, que trazia uma idade mínima igual, de 65 anos, para homens e mulheres.
Segundo ele, a proposta será apresentada ao presidente assim que Bolsonaro tenha condições de recebê-la.
“Imediatamente. Vamos aguardar apenas a disponibilidade de agenda do presidente. Estamos esperando que eles nos convoque. Porque ele tem autoridade de tomar decisões que julgar convenientes para apresentar o projeto que esteja confortável para ele”, afirmou.