Professores protestam contra decreto que fixou salário do servidor à carga horária do concurso em Castanhal

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Prefeitura disse que município vai economizar R$ 12 milhões ao ano. Sindicato da categoria informou que magistrados terão corte médio de R$ 1.500 ao mês dos salários. Professores municipais de Castanhal protestam e interditam BR-316
Professores e servidores da rede pública municipal de ensino de Castanhal entraram em greve e protestaram na manhã desta terça-feira (12). Eles são contra o decreto feito pelo prefeito Pedro Coelho Filho que fixou o salário do magistrado baseado na carga horário do concurso, sendo que os temporários receberão o salário de acordo com o Piso Nacional.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadores do Ensino Público do Pará (Sintepp), os servidores terão uma redução de 25 a 30% na remuneração. Alguns professores teriam perda média de R$ 1.500 por mês. Ainda de acordo com o sindicato, a categoria deixará a greve somente com a anulação do decreto.
Já a Prefeitura de Castanhal, através da Secretaria de Finanças, informou que com este decreto o município fará uma economia de R$ 12 milhões ao ano, e que o dinheiro que o Fundeb repassa para a gestão municipal não é o suficiente para garantir o pagamento dos professores, a manutenção das escolas e compra de equipamentos. Ainda segundo a Prefeitura, em 2018 o município recebeu do Governo Federal R$ 85 milhões, valor que não consegue cobrir a folha de pagamento. A Prefeitura gastou R$ 27 milhões para completar o pagamento dos servidores.
Com a paralisação dos professores, cerca de 24 mil alunos da rede pública de ensino municipal ficarão sem aula.
Em nota, a Prefeitura de Castanhal informou que os salários de todos os servidores da educação estão em dia e que foi concedido quatro reajustes da categoria em dois anos. A rede municipal de educação disse ainda que, mesmo com a greve, manterá seu funcionamento administrativo e pedagógico.