Shell, Pátria e Mitsubishi anunciam termelétrica de US$ 700 mi em Macaé, RJ, com uso de gás do pré-sal

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Usina Marlim Azul tem previsão de começar a operar em 2022 e será alimentada com gás extraído dos campos de exploração do pré-sal. Ainda não há previsão para início das obras da termelétrica em Macaé, fruto de parceria entre Shell, Mitsubishi e Pátria Investimentos
Inter TV
As empresas Pátria Investimentos, Grupo Shell e Mitsubishi Hitachi Power Systems (MHPS) anunciaram o investimento de US$ 700 milhões para a construção e operação de uma usina termelétrica que será abastecida pelo gás do pré-sal em Macaé, no interior do Rio. A usina vai se chamar Marlim Azul e tem previsão de começar a funcionar em 2022.
A usina será a primeira no Brasil a usar turbinas a gás M501JAC da Mitsubishi, equipadas com a tecnologia capaz de produzir eletricidade mais eficiente e confiável com baixo consumo de água e de emissões.
A Marlim Azul tem a expectativa de despacho de mais de 80%, o que vai permitir complementar o intervalo da geração renovável com a exploração das reservas de gás natural do pré-sal, segundo a empresa Pátria.
A parceria entre as multinacionais prevê o desenvolvimento da planta e a comercialização da energia, tanto no mercado cativo, por meio de um leilão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em dezembro de 2017, como na contratação livre de energia (ACL), por meio da Shell Energy Brasil.
Segundo a parceria, a planta vai entrar em operação disponibilizando ainda energia adicional a ser vendida no livre mercado.
De acordo com a Pátria Investimentos, a usina Marlim Azul, de 565 megawatts, foi o primeiro projeto vencedor dos leilões de energia com gás do pré-sal brasileiro, com um dos custos variáveis unitários mais competitivos entre as usinas a gás.
“A MHPS tem o privilégio de trazer nossa tecnologia líder mundial para o Brasil, ajudando a inaugurar uma nova era de uso do gás pré-sal brasileiro para fornecer energia flexível que complementará a geração intermitente de energia eólica e solar”, disse Paul Browning, CEO da MHPS Américas.
A Pátria Investimentos é o sócio majoritário do projeto com 50,1% do negócio. O Grupo Shell ficará com 29,9% e a MHPS com 20%.
“Este projeto é extremamente importante para o desenvolvimento da indústria de energia e para a economia brasileira. Acreditamos que esta iniciativa vá de encontro às necessidades do setor”, disse Otavio Castello Branco, da Pátria Investimentos.
A Shell Brasil Petróleo será a fornecedora de gás para a planta.
“Esse é um passo estratégico fundamental para a Shell no Brasil na diversificação de seu portfólio e na transição energética no país. Buscávamos uma maneira eficiente de monetizar o gás natural que será produzido nos campos do pré-sal, onde nossa presença tem aumentado significativamente. Esse projeto permitirá uma sinergia entre nossos negócios de águas profundas, gás e energia elétrica, e para isso encontramos parceiros comprometidos e alinhados com nossos propósitos,” afirmou o presidente da Shell Brasil Petróleo Ltda, André Araújo.
A Pátria Investimentos disse ainda que no pico da construção da planta, o número de empregos diretos criados poderá chegar a 1.500.
O G1 entrou em contato com a empresas envolvidas para saber qual o prazo para início das obras e aguarda retorno. A reportagem aguarda do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informações sobre certificações de implantação da usina e quais cuidados devem ser tomados para evitar impactos negativos no meio ambiente.
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* Estagiário sob supervisão de Ariane Marques.