Unicamp: reitor diz que 2 foram denunciados por fraude em cotas e comissão permanente é avaliada

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Universidade criou comissão provisória nesta semana para apurar possíveis irregularidades após vestibular 2019. Knobel diz que trabalhos de outras instituições serão usados como referências. O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel
Antonio Scarpinetti
O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, confirmou que duas pessoas aprovadas no vestibular 2019 e que optaram pelo uso cotas étnico-raciais foram denunciadas à universidade por suposta fraude no benefício. Em entrevista ao G1, ele explicou que os relatos teriam sido recebidos pela ouvidoria da instituição e que a criação de um grupo permanente para apurar possíveis casos irregulares deve ser discutida na próxima reunião do Conselho Universitário (Consu), órgão máximo de deliberação.
Nesta semana, uma comissão provisória formada por quatro professores foi instituída para verificar as denúncias do processo seletivo concluído em janeiro. A conclusão deve ocorrer em 60 dias.
“É uma situação que naturalmente a gente quer evitar fraude, todo esse tipo de situação, mas infelizmente é algo que ainda acontece e temos que evitar ao máximo que ocorra”, diz Knobel.
Beneficiados por cotas
Total: 959
Vestibular (tradicional): 682
Vagas via Enem: 277
Observação: resultado atualizado até a 5ª chamada do vestibular;
Novos formatos elevam nº de pretos e pardos aprovados
Ele mencionou que a universidade, durante as investigações, deve usar como referência trabalhos já realizados por outras instituições de ensino. Entre elas está a Unesp, que confirmou as expulsões de 27 alunos que se autodeclararam negros ou pardos e conquistaram vaga por meio do sistema de cotas, após comissão interna da instituição considerar as autodeclarações inválidas.
“É uma comissão independente, vão usar todos os critérios e experiências que já foram feitas em outras universidades do país. A Unesp é um caso, mas há vários lugares”, conta o reitor ao lembrar, de forma categórica, que o trabalho do grupo será feito de forma cuidadosa.
Entre os integrantes estão os docentes Ana Maria Figueiredo de Almeida (Faculdade de Educação), Everardo Magalhães Carneiro (Instituto de Biologia), Lucilene Reginaldo (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas) e Mário Augusto Medeiros da Silva (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas).
Comissão permanente
O reitor da Unicamp falou ainda que a criação de uma comissão permanente para investigar eventuais denúncias, nos próximos exames, está em discussão na universidade. Segundo ele, há possibilidade de efetivação da medida na próxima reunião do Consu, em 26 de março.
“Há uma proposta específica para uma Diretoria Executiva de Direitos Humanos e dentro dela terá uma Comissão Permanente da Diversidade”, ressalta Knobel.
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