Prejuízos no campo após temporais do fim de semana chegam a R$ 3,6 milhões no RS, estima Emater

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Oitocentas toneladas do cultivo de caqui na região foram perdidas. Em um pomar, uma das lavouras ficou completamente destruída. Na área urbana, moradores enfrentaram prejuízos. Granizo que atingiu a serra gaúcha gera prejuízo para agricultores
O prejuízo dos produtores rurais com as chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul no fim de semana é de R$ 3,6 milhões, conforme a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).
O granizo atingiu pelo menos quatro municípios da serra gaúcha, o que provocou estragos tanto na cidade quanto no campo no último sábado (13).
Os pomares de caqui registraram os maiores danos. Conforme a Emater, foram 800 toneladas perdidas. Na propriedade de Carlos Scariot foi possível ver os danos que as pedras de gelo causaram nas frutas. Uma das lavouras ficou completamente destruída.
“A sorte é que tenho outra, que pegou menos”, lamenta o agricultor. Para esta terça-feira (16), a previsão é de mais chuvas, conforme alerta da Defesa Civil e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Estragos na cidade
Dois dias depois do temporal, ainda tinha gelo acumulado em alguns bairros nesta segunda-feira (15). Um posto de saúde ficou fechado. Mais de 80 pontos da cidade tiveram quedas de árvores e galhos. A Defesa Civil atualizou para 523 o número de casas danificadas.
Uma árvore caiu sobre uma casa. Conforme a moradora do local, a aposentada Glória Petry, o computador e o eletrodoméstico foram destruídos pela queda do forro.
Um muro caiu sobre os veículos de uma revenda de carro, causando danos em seis veículos. Nas oficinas, o movimento foi intenso de proprietários buscando reparos após estragos nos carros. Uma delas chegou a receber 70 veículos para conserto.
O aposentado Walter Almeida teve um prejuízo de R$ 1,5 mil. Ele estava dirigindo bem na hora da chuva de granizo. “As pedras batiam no vidro que parecia quando a gente quebra uma pedra de gelo com martelo. Agora vamos consertar, né? Não tem o que fazer”, lamenta.