Recuperação de filtros do Complexo Bolonha, em Belém, só deve acabar em setembro, diz Cosanpa

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Os serviços tentam solucionar os transtornos do abastecimento de água na Grande Belém. Estudo aponta problemas no abastecimento e na coloração da água fornecida pela Cosanpa
As obras de recuperação de oito filtros do Complexo Bolonha, que abastece água para vinte bairros de Belém e Ananindeua, na região metropolitana, só devem ser concluídas em setembro deste ano, segundo a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa). Os serviços tentam solucionar os transtornos do abastecimento.
Estudos feitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Agência Reguladora Municipal de Água e Esgoto de Belém (Amae) apontam que os problemas no abastecimento e a coloração amarelada da água são antigos.
Na vila onde o militar Alan Souza no bairro do Guamá, os moradores sofrem com os problemas há meses. Mais de vinte famílias vivem no local, convivendo com louças e roupas sujas acumuladas. “Basicamente há uns quatro meses que está essa irregularidade e não existia esse problema aqui”, disse.
Segundo o diretor de expansão e tecnologia da Cosanpa, Nagib Charone, a estação passou praticamente dezessete anos abandonada, “sem recuperação”. Uma das medidas também é controlar as perdas de 48% da produção.
O presidente da Cosanpa, Márcio Coelho, disse a empresa se apresenta com manutenção precária e com sistemas deteriorados. “Dentro de 45 dias, alguns bairros já vão ter acesso à modernização da rede”, afirmou.
Com a modernização, vinte bairros devem ser atendidos pela estação de tratamento, que deve passar a receber o dobro da quantidade de água que recebe atualmente. São eles Jurunas, Telégrafo, Barreiro, Fátima, Cremação, Condor, Guamá, Terra Firme, Canudos, São Brás, Marco, Pedreira, Sacramenta, Val-de-Cans, Curió-Utinga, Souza, Marambaia, Coqueiro, Atalaia, Guanabara.