CGU impede desvio de R$ 12 milhões em esquema que roubava recurso público destinados a projetos de pesquisa na UFRA

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Polícia Federal cumpriu 7 prisões preventivas durante operação que investiga desvio de R$ 23,5 milhões de fundo de pesquisa destina à UFRA. Rombo poderia chegar a R$ 35,5 milhões. PF faz operação contra servidores e empresários que teriam desviado R$ 23 milhões da UFRA
Durante as investigações de repasses de recursos federais à Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), que desencadeou a operação Saldo Zero da Polícia Federal, a Controladoria Geral da União (CGU) identificou a fraude e impediu que R$ 12 milhões fossem desviados da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Segundo Flávio Braga, superintendente da CGU, a organização criminosa que desviou R$ 23,5 milhões dos fundos de pesquisa para a UFRA estava preste a agir novamente com o repasse de R$ 12 milhões que seria realizado pela Funasa para aprovar novos projetos da Fundação de Apoio à Pesquisa, Extensão e Ensino em Ciências Agrárias (Funpea). O montante do rombo aos cofres público poderia ser de R$ 35,5 milhões.
“Identificamos que a Funasa ia repassar mais R$ 12 milhões para UFRA para firmar novos projetos com a Funpea. Em função disso nós recomendamos que a Funasa suspendesse o pagamento, o que foi feito de imediato”, disse o superintendente.
As investigações apontaram que servidores do alto escalão da Funpea e Funasa, como diretores e ex-presidentes, estariam envolvidos no esquema de desvio de dinheiro destinado ao desenvolvimento à pesquisa pela UFRA. Eles estão envolvidos direta ou indiretamente com as empresas contratadas para a realização dos projetos contemplados.
“Várias dessas empresas que receberam, desses R$ 23 milhões, em torno de R$ 13 milhões são pessoas que têm como sócios diretores e funcionários da Funpea, e também pessoas relacionadas a esses sócios”, afirmou Flávio Braga.
Em nota, a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) informou que por se tratar de falta grave com desdobramentos cíveis e criminais, ela já apresentou à Controladoria Geral da União, Polícia Federal e ao Ministério Público do Pará em agosto de 2018 todos os fatos e documentos que tinha conhecimento.
Ainda segundo a UFRA, ela está realizando procedimentos para punir os envolvidos e buscar o ressarcimento dos danos aos cofres públicos.