Funcionários da Unimep relatam atraso no salário de janeiro e ausência de diálogo com diretoria

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Sem cessão de espaço, auxiliares administrativos fizeram assembleia nesta quarta-feira (27) na área externa do campus. Universidade Metodista de Piracicaba
Carol Giantomaso/G1
O Sindicato dos Auxiliares em Administração Escolar de Piracicaba (Saep) informou nesta quarta-feira (27) que os funcionários da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) estão com salários de janeiro atrasados e sem receber vale-refeição e vale-alimentação de dezembro e janeiro.
Os trabalhadores realizaram uma assembleia na tarde desta quarta em uma área externa do campus Taquaral, outro motivo de reclamação do sindicato. Segundo o procurador do Saep, Deivid Marques, é a primeira vez que a universidade não cede um espaço para a reunião.
O procurador disse que a situação denota a falta de diálogo da diretoria da entidade mantenedora da Unimep, o Instituto Piracicabano da Igreja Metodista (IEP), com os funcionários. “Tem sido muito complicado. O patrão não tem rosto”, definiu.
O atraso nos salários e no pagamento dos benefícios relatado por Marques desrespeita o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado em março de 2018 pela entidade mantenedora da Unimep.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) já entrou com ação de execução para reivindicar o pagamento de R$ 650 mil por descumprimento do TAC.
Segundo Marques, a assembleia desta quarta serviu para informar funcionários e retomar o contato com a categoria. Na semana que vem, os trabalhadores devem ser convocados para uma nova reunião. O sindicato representa 415 funcionários na universidade.
O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da universidade na tarde desta quarta, mas não recebeu retorno até esta publicação.
O TAC
O termo foi firmado após sete audiências entre o MPT e o IEP. No acordo, a universidade se comprometeu a pagar os salários dos trabalhadores no quinto dia útil do mês, depositar mensalmente o FGTS dos funcionários ativos e inativos, além de fornecer a cesta-básica e pagar o vale-alimentação nos prazos determinados na norma coletiva de trabalho.
No entanto, os salários de abril, maio, julho e agosto de 2018 foram pagos com atraso, aponta o MPT. Além disso, o recolhimento do FGTS, a cesta básica e o vale alimentação também foram feitos fora dos prazos em junho, julho e agosto. “Assim, não resta alternativa ao MPT senão o ajuizamento da presente ação”, afirma, na petição inicial, a procuradoria.
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