Paulo Cavalcanti sai de cena como jornalista musical de conhecimento enciclopédico

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O jornalista Paulo Cavalcanti em frente à sede da gravadora que lançou Elvis Presley
Reprodução / Facebook Paulo Cavalcanti
Não é por acaso ou vaidade que Paulo Aldebaran Lopes Cavalcanti (1961 – 2019) aparece na foto acima em frente à sede da Sun Records, gravadora norte-americana situada em Memphis, no Tennessee (EUA), que em 1954 lançou Elvis Presley (1935 – 1977) para o mundo.
Como John Lenonn (1940 – 1980), Paulo Cavalcanti – jornalista que saiu ontem de cena na cidade de São Paulo (SP), aos 57 anos, vítima de infarto, entristecendo os que conheceram esse repórter e crítico musical de conhecimento enciclopédico – achava que, antes de Elvis, nada havia.
Se bem que o próprio Paulo certamente soubesse que, sim, houve. E muito. Afinal, ele era do tipo de jornalista musical que sabia discorrer com fluência sobre todos os gêneros e épocas do universo pop. Amava os Beach Boys, mas não ficaria em apuros se a pauta do jornal ou da revista fosse um cantor popular como Odair José ou Moacyr Franco.
A propósito, o jornalista morreu sem poder finalizar a série sobre cantores populares dos anos 1970 preparada por André Barcinski para canal de TV com a colaboração do amigo.
Paulo Cavalcanti era colecionador de discos. Uma wikipedia humana – e certamente mais confiável do que a própria wikipedia – antes da era digital em que dados estão armazenados na web, à disposição de quem souber pesquisá-los com paciência e critério.
Antes de dar forma por anos ao guia de CDs, DVDs e livros da edição brasileira da revista Rolling Stone, Paulo Cavalcanti trabalhou no jornal paulistano Notícias populares. Deixou amigos feitos nesses veículos. Deixou também saudades em todo o meio jornalístico musical ao sair de cena tão cedo, sem aviso prévio.

Editoria de Arte / G1