Deputados com processos criminais: a lista do Pará

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Levantamento feito pelo G1 mostra todos os processos criminais e crimes eleitorais aos quais os parlamentares respondem na Justiça. Delegado Éder Mauro e Júnior Ferrari, ambos do PSD, respondem a processos no Pará; eles negam os crimes. Levantamento feito pelo G1 mostra que dois deputados federais do Pará respondem hoje a processos criminais na Justiça.
São, ao todo, 50 parlamentares réus no país – o que representa 10% do total de parlamentares na Câmara (513).
É a quarta vez que o G1 realiza esse tipo de levantamento. Em 2015, 38 dos 513 deputados respondiam a algum tipo de ação penal. Em 2011, eram 59. Já em 2007, haviam sido contabilizados 74 processados. Como os critérios usados nos levantamentos foram diferentes, os números não são comparáveis.
VEJA A METODOLOGIA
Os deputados do Pará:
DELEGADO ÉDER MAURO (PSD-PA)
Local do processo: TJ-PA
Número do processo: 0017859-70.2009.8.14.0401
Crime: Tortura e falsidade ideológica
O QUE DIZ: O deputado federal diz que todos os processos aos quais já respondeu junto à Justiça foram em razão do “combate à criminalidade com mãos de ferro”, e que não há nenhum por corrupção. Sobre o processo em específico, diz que foi absolvido pelo Tribunal de Justiça do Estado, em 2013, mas o Ministério Público do Estado recorreu e o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF) em virtude da condição de deputado federal, onde também foi julgado e absolvido. “Com o fim do foro privilegiado, bandeira que o deputado sempre defendeu, o processo voltou para o estado. Ele acredita que a Justiça será feita e, novamente, a sentença será pela absolvição”, afirma a assessoria.
JÚNIOR FERRARI (PSD-PA)
Local do processo: Vara Única de Oriximiná
Número do processo: 0001021-11.2015.8.14.0037
Crime: Injúria
O QUE DIZ: O deputado diz que se trata de uma ação de 2014, na época em que concorreu para deputado estadual no Pará, movida por um adversário que perdeu nas eleições. Segundo o deputado, ele e outras três pessoas são acusadas de ter ofendido o adversário durante entrevistas. O deputado nega as acusações, diz que jamais ofendeu alguém e lembra que qualquer pessoa pode abrir um processo por injúria.