Vistoria do MPF na Volta Grande do Xingu aponta que Belo Monte opera sem plano de emergência

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A vistoria foi realizada por equipes com representantes de nove instituições nacionais e internacionais, acompanhadas de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA). Usina Hidrelétrica Belo Monte fica localizada no rio Xingu, no Pará
Norte Energia
O Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA) divulgou o resultado de uma vistoria realizada entre os dias 25 e 26 de fevereiro na região da Volta Grande do Xingu, sudoeste do Pará. Segundo o MPF, a Usina Hidrelétrica de Belo Monte está funcionando sem plano de emergência e não apresenta os monitoramentos semestrais exigidos pelo licenciamento ambiental . O G1 aguarda posicionamento da empresa Norte Energia S.A. (Nesa), responsável pela usina.
A vistoria foi realizada por equipes com representantes de nove instituições nacionais e internacionais, acompanhadas de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA).
O grupo percorreu 25 comunidades, no trecho que sofre impactos ambientais de Belo Monte. De acordo com o MPF, as comunidades relataram uma situação de abandono. As autoridades convocaram prefeitos da região e a empresa para apresentaram suas constatações.
Como medidas urgentes, o MPF deu um prazo de 24 horas para que a Norte Energia envie o plano de emergência da barragem e os relatórios de monitoramento sobre os impactos da hidrelétrica.
Auditoria
A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão vinculado ao MPF, informou que pretende realizar uma auditoria independente sobre a instalação e a operação da usina, assim como aquelas sobre empresas responsáveis por violações de direitos humanos em Minas Gerais.
A Nesa tem 10 dias para responder se aceita se submeter à auditagem. O MPF ainda apontou que o desvio de águas sob controle, chamado hidrograma, precisa ser suspenso até a conclusão da auditoria.