Fernanda Abreu promove remix inédito de ‘Rio 40 graus’, produzido pelo DJ Memê em 1993

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Música emblemática da discografia solo de Fernanda Abreu, Rio 40 graus (Fernanda Abreu, Carlos Laufer e Fausto Fawcett, 1992) volta às pistas em remix inédito produzido em 1993, mas nunca lançado. O single chega ao mercado fonográfico a tempo de festejar os 454 anos da cidade do Rio de Janeiro (RJ), comemorados ontem, 1º de março de 2019, véspera de Carnaval.
Imbatível na gravação de 1992, a música Rio 40 graus já foi formatada originalmente com a alta temperatura do verão carioca, muito por conta do incendiário refrão desta composição que perfila o Rio de Janeiro (RJ), “Cidade maravilha / Purgatório da beleza e do caos”, como caracteriza a poesia urbana e realista da letra.
Mesmo ciente da força da gravação original lançada pela cantora carioca no segundo álbum solo, Sla 2: Be sample (1992), o DJ e produtor musical Marcello Mansur – o Memê, tão carioca quanto Fernanda e a música – aceitou em 1993 o convite de Jorge Davidson, então diretor artístico da gravadora EMI, para criar um remix para Rio 40 graus com o objetivo de prolongar o tempo de vida da música nas rádios e nas pistas.
Capa do single ‘Rio 40º’ (DJ Memê 1993 unreleasead remix), de Fernanda Abreu
Reprodução
Memê adicionou um toque jazzy, então em voga na house music da época, e um groove soul para moldar Rio 40 graus para a pista. Só que, enquanto aprontava o remix, João Augusto assumiu a diretoria artística da gravadora e o remix nunca foi lançado. Até ontem.
É que, há cerca de três semanas, Memê se deparou casualmente com a fita master original do remix, guardada no estúdio do DJ. Ao consultar imediatamente Fernanda Abreu sobre a descoberta, Memê obteve o incentivo e o aval da artista para lançar em single o remix feito há 26 anos.
No single Rio 40º (DJ Memê unreleased remix), a música aparece em duas versões, DJ Memê jazzy club mix (com oito minutos e 50 segundos) e DJ Memê jazzy mix (com cinco minutos e 38 segundos), ambas com temperaturas próprias de outras estações.

Editoria de Arte / G1