Em epidemia, Campinas confirma primeira morte por dengue e casos sobem para 3,5 mil

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Vítima é uma bebê de 5 meses, moradora da região Sul do município. Ela foi atendida na rede particular. Medidas preventivas contra o Aedes aegypti devem ser reforçadas o ano todo, já que o mosquito também se prolifera no frio
Pixabay/Divulgação
A Prefeitura de Campinas (SP) confirmou, na tarde desta segunda-feira (15), a primeira morte por dengue do município. De acordo com a Secretaria de Saúde, a vítima é uma bebê de 5 meses, moradora da região Sul do município. Ela foi atendida pela rede particular. Ainda segundo o Executivo, o número de casos da doença subiu de 2.048 para 3.578 em uma semana.
O balanço divulgado pela Prefeitura corresponde ao período de janeiro até esta segunda. A região mais afetada pela doença é a Noroeste, onde fica o distrito de Campo Grande, com 1.368 casos, o que corresponde a 38% do total. Outros 2.151 casos estão em investigação.
A Vigilância Epidemiológica informou que intensificou as ações de prevenção, como controle de criadouros, nebulização, bloqueio a cada ocorrência e atividades de mobilização social, Campinas terá um período mais curto de pico epidêmico durante a sazonalidade, que vai até maio.
“Mais de 410 mil imóveis foram visitados pelas equipes que atuam no controle da dengue entre julho de 2018 e abril de 2019. No mesmo período, cerca de 62 mil imóveis foram nebulizados com inseticida e mais de 40 mil criadouros foram removidos entre julho de 2018 e abril de 2019”, diz o texto da nota.
Prevenção
No início de março, a Prefeitura de Campinas divulgou medidas e cuidados para a população evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue:
Evitar acúmulo de água em latas, pneus e outros objetos;
Vasos de flores devem ter a água trocada a cada dois dias;
As caixas d’água e outros recipientes usados para armazenar o líquido devem ser vedados;
Vasos sanitários inutilizados devem permanecer fechados.
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