Vendas do livro ‘O corcunda de Notre Dame’ disparam na França após incêndio em catedral

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Romance de Victor Hugo lidera vendas em plataforma da Amazon nesta terça (16). Dois terços do teto do monumento histórico foram destruídos em incêndio que durou 12 horas. Combate ao incêndio na Catedral de Notre-Dame adentra a noite em Paris
Thibault Camus/AP
O romance de Victor Hugo “Nossa Senhora de Paris”, mais conhecido como “O corcunda de Notre-Dame”, lidera as vendas nesta terça-feira (16) na plataforma da Amazon França, após o incêndio que destruiu parcialmente a catedral de Notre-Dame, um dos símbolos de Paris.
Dois terços do teto da catedral gótica e sua icônica flecha foram destruídos no incêndio que durou mais de 12 horas, colocando a França em estado de comoção nacional.
Escrito em 1831, o romance de Victor Hugo foi adaptado para o cinema várias vezes, incluindo em uma animação da Disney, de 1996. A história se passa em 1482, sob o reinado de Luís XI.
Cena de ‘O corcunda de Notre Dame’, animação de 1996
Divulgação
Uma passagem do livro chamou a atenção das redes sociais nesta segunda (15), por coincidentemente se relacionar com o incêndio no monumento histórico:
“Todos os olhares se dirigiam para a parte superior da catedral e era algo extraordinário o que viam: na parte mais elevada da última galeria, acima da rosácea central, uma grande chama subia entre os campanários com turbilhões de faíscas, uma grande chama revolta e furiosa.”
Em torno dos personagens Quasimodo e da cigana Esmeralda, Victor Hugo fez da catedral a verdadeira heroína do livro, com o objetivo de chamar a atenção sobre o estado de decrepitude do monumento.
O sucesso da obra provocou um movimento entre moradores de Paris, que levou as autoridades a realizarem obras de reabilitação da catedral.
Também após os atentados de Paris, em 13 de novembro de 2015, os franceses correram para comprar “Paris é uma festa”, de Ernest Hemingway. Exemplares foram colocados entre flores e velas diante da fachada atingida por balas de um dos bares atacados por terroristas.