Emprego na indústria da região de Campinas tem pior 1º trimestre desde 2016 com 600 demissões

6

Só em março foram 200 demissões, segundo a entidade que representa as empresas nas 19 cidades da região. O emprego formal na indústria da região de Campinas fechou o primeiro trimestre de 2019 com 600 postos fechados, o pior resultado desde 2016, quando foram dispensados 850 trabalhadores no auge da crise econômica no país.
O cenário deste primeiro trimestre vai na contramão com o mesmo período do ano passado, quando as empresas geraram 2,3 mil vagas no setor.
Os números dos primeiros 90 dias deste ano foram divulgados nesta terça-feira (16) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Março
Em março, foram 200 demissões nas unidades de produção das 19 cidades ligadas à entidade na região de Campinas. Em janeiro e fevereiro haviam sido outras 400 dispensas.
De acordo com o relatório da Fiesp, o nível de emprego foi influenciado pelas variações negativas de produtos alimentícios (-1,16%); veículos automotores e autopeças (-0,50%); equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-0,36%) e produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-0,72%).
Nos últimos 12 meses, a região de Campinas acumula uma queda de 1.450 postos de trabalho.
Raio-x
A regional Campinas do Ciesp/Fiesp atende 500 empresas instaladas em Águas de Lindóia, Amparo, Artur Nogueira, Conchal, Estiva Gerbi, Holambra, Hortolândia, Itapira, Jaguariúna, Lindóia, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Paulínia, Pedreira, Santo Antônio de Posse, Serra Negra, Sumaré e Valinhos. Entre elas, há 58 multinacionais e 442 nacionais, que faturam, em média, R$ 37 bilhões por ano.
Veja mais notícias da região no G1 Campinas